Resolvi assistir um documentário ontem e parei em Take Your Pills, da Netflix. O filme documental, dirigido por Alisson Klayman, que fala sobre o aumento do uso de remédios estimulantes, como o Adderall, droga usada para tratamento contra déficit de atenção com hiperatividade, o TDAH. Entre os personagens do filme estão um ex-atleta, um programador, um artista e estudantes universitários. Alguns deles diagnosticados com TDAH.
Esse documentário me lembrou como já escutei, principalmente no trabalho, pessoas falando de forma banalizada do uso de Ritalina para conseguir focar atenção e resolver tudo que precisa no dia. Muito disso é reflexo da sociedade tóxica em que vivemos, que banaliza o vício. Não sei se chegaremos ao ser humano imune a coisas inacreditáveis ou viciados com estimativa de vida menor que 50 anos, depressivos, mas com o trabalho entregue e o salário maior que 20 mil golpes mensais.
A segunda coisa que lembrei foi da edição 106 do podcast Mamilos, em que falam sobre o consumo de remédios. Eu me recordo que fiquei chocada com os dados do consumo do Rivotril, que é até maior que alguns famosos como Neosaldina. E para piorar, descobri que o Rivotril, altamente viciante, custa em torno de 20 reais em qualquer farmácia!
Voltando ao documentário, o Adderall é vendido apenas com prescrição, mas obviamente é encontrado no mercado negro. O remédio faz parte da família das anfetaminas e é usado também como droga ‘recreativa’, assim como os derivados do opioide. A estatística de dependentes e morte por overdose dessas substâncias entre jovens nos Estados Unidos é um exemplo da falta de controle e despreparo também da saúde pública de tentar coibir o acesso a essas pílulas. (Deixo mais uma dica, o episódio sobre o vício em opioide da série Follow This do Buzzfeed, disponível na Netflix)
O que mais me pegou no documentário foram os personagens. Não achei nada diferente do comum na montagem do filme, nos depoimentos técnicos, mas gostei das pessoas que foram entrevistadas e ver como o uso constante do remédio afetou o cotidiano deles. Por esse motivo, já vale a pena assistir.
Eu escrevi esse texto tomando um café bem ruim. Tenha um bom dia.
Esse documentário me lembrou como já escutei, principalmente no trabalho, pessoas falando de forma banalizada do uso de Ritalina para conseguir focar atenção e resolver tudo que precisa no dia. Muito disso é reflexo da sociedade tóxica em que vivemos, que banaliza o vício. Não sei se chegaremos ao ser humano imune a coisas inacreditáveis ou viciados com estimativa de vida menor que 50 anos, depressivos, mas com o trabalho entregue e o salário maior que 20 mil golpes mensais.
A segunda coisa que lembrei foi da edição 106 do podcast Mamilos, em que falam sobre o consumo de remédios. Eu me recordo que fiquei chocada com os dados do consumo do Rivotril, que é até maior que alguns famosos como Neosaldina. E para piorar, descobri que o Rivotril, altamente viciante, custa em torno de 20 reais em qualquer farmácia!
Voltando ao documentário, o Adderall é vendido apenas com prescrição, mas obviamente é encontrado no mercado negro. O remédio faz parte da família das anfetaminas e é usado também como droga ‘recreativa’, assim como os derivados do opioide. A estatística de dependentes e morte por overdose dessas substâncias entre jovens nos Estados Unidos é um exemplo da falta de controle e despreparo também da saúde pública de tentar coibir o acesso a essas pílulas. (Deixo mais uma dica, o episódio sobre o vício em opioide da série Follow This do Buzzfeed, disponível na Netflix)
O que mais me pegou no documentário foram os personagens. Não achei nada diferente do comum na montagem do filme, nos depoimentos técnicos, mas gostei das pessoas que foram entrevistadas e ver como o uso constante do remédio afetou o cotidiano deles. Por esse motivo, já vale a pena assistir.
Eu escrevi esse texto tomando um café bem ruim. Tenha um bom dia.

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