quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Take Your Pills

Resolvi assistir um documentário ontem e parei em Take Your Pills, da Netflix. O filme documental, dirigido por Alisson Klayman, que fala sobre o aumento do uso de remédios estimulantes, como o Adderall, droga usada para tratamento contra déficit de atenção com hiperatividade, o TDAH. Entre os personagens do filme estão um ex-atleta, um programador, um artista e estudantes universitários. Alguns deles diagnosticados com TDAH.

Esse documentário me lembrou como já escutei, principalmente no trabalho, pessoas falando de forma banalizada do uso de Ritalina para conseguir focar atenção e resolver tudo que precisa no dia. Muito disso é reflexo da sociedade tóxica em que vivemos, que banaliza o vício. Não sei se chegaremos ao ser humano imune a coisas inacreditáveis ou viciados com estimativa de vida menor que 50 anos, depressivos, mas com o trabalho entregue e o salário maior que 20 mil golpes mensais.

A segunda coisa que lembrei foi da edição 106 do podcast Mamilos, em que falam sobre o consumo de remédios. Eu me recordo que fiquei chocada com os dados do consumo do Rivotril, que é até maior que alguns famosos como Neosaldina. E para piorar, descobri que o Rivotril, altamente viciante, custa em torno de 20 reais em qualquer farmácia!

Voltando ao documentário, o Adderall é vendido apenas com prescrição, mas obviamente é encontrado no mercado negro. O remédio faz parte da família das anfetaminas e é usado também como droga ‘recreativa’, assim como os derivados do opioide. A estatística de dependentes e morte por overdose dessas substâncias entre jovens nos Estados Unidos é um exemplo da falta de controle e despreparo também da saúde pública de tentar coibir o acesso a essas pílulas. (Deixo mais uma dica, o episódio sobre o vício em opioide da série Follow This do Buzzfeed, disponível na Netflix)

O que mais me pegou no documentário foram os personagens. Não achei nada diferente do comum na montagem do filme, nos depoimentos técnicos, mas gostei das pessoas que foram entrevistadas e ver como o uso constante do remédio afetou o cotidiano deles. Por esse motivo, já vale a pena assistir.

Eu escrevi esse texto tomando um café bem ruim. Tenha um bom dia.

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