sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Taylor Swift e a importância de se posicionar

Provavelmente você sabe quem é Taylor Swift. A cantora de 29 anos, nascida no estado do Tennessee, sempre foi criticada por nunca se posicionar quando o assunto é política. Durante a última eleição presidencial, em que as cantoras pops abraçaram a campanha de Hillary Clinton, Taylor postou apenas uma foto na fila de votação e não disse mais nada.

O silêncio durou até domingo, dia 7 de outubro. A cantora publicou um post para seus 112 milhões de seguidores incentivando principalmente o público jovem a se registrar para votar nas eleições que acontecem em novembro. Ela também abriu seu voto e registrou apoio aos candidatos democratas Phil Bredesen, para Senador, e Jim Cooper para a "House of Representatives".

No texto, Taylor cita que o motivo da escolha foi por conta de eventos que aconteceram na sua vida nos últimos dois anos. E, por mais que prefira votar por candidatas mulheres, não poderia apoiar a republicana Marsha Blackburn, que votou no Congresso contra projetos de pagamento igualitário para mulheres, contra um projeto que defende mulheres em caso de violência doméstica, 'stalking' e estupro, além de apoiar que comércios se recusem a atender casais gays e se declarou contra o direito do casamento de pessoas no mesmo sexo. É um texto longo e fica aqui o link para quem quiser ler.

A diretora de comunicações do site Vote.org, uma organização não-política, Kamari Guthrie, informou que 24 horas depois do post de Taylor, houve um aumento de 65 mil registros em todo os Estados Unidos. Para comparação, em todo mês de agosto foram 56,669 registros. "Thank God for Taylor Swift", disse a diretora.

Essa história me traz para nosso ambiente, Brasil. A discussão de posicionamento foi muito grande nessa eleição. Anitta foi o principal alvo, quando começou a seguir uma moça fã do candidato polêmico. Seus fãs, em sua maioria LGBTQ, pediram esclarecimentos. Ela foi aos stories dizer que estava sendo atacada, depois mudou o discurso dizendo que só quer o bem do País, depois acabou cedendo à pressão, disse Ele Não e passou a bola (inteligentemente) para Ivete Sangalo e Preta Gil, a última já respondeu com um vídeo de que não precisa de desafios, pois tem motivos pessoais para não votar no candidato.

Anitta precisava se posicionar? Precisar não precisava. Mas a moça segurou um discurso político desde que começou a promoção do projeto Check-Mate, falando de periferia e feminismo principalmente, se colocando como Frida Kahlo no telão do show no Rock In Rio Portugal e participou de eventos da comunidade LGBTQ, incluindo a Parada Gay paulistana.

Quando você abraça um discurso político para promoção pessoal, você tem o dever de se posicionar politicamente, ainda mais quando seu público se sente ameaçado pelo futuro que se concretizou.

Quanto mais artistas falarem abertamente sobre o que acreditam e incentivar principalmente os jovens a buscar informação sobre política e votar, mais ajudarão a criar jovens com senso crítico e dispostos a colaborar para o desenvolvimento do seu país. Que mais artistas façam como Taylor Swift, sem medo de perder fãs.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O incomparável Acústico MTV Cássia Eller

Há alguns meses estou na luta para organizar e personalizar minhas playlists. Para uma pessoa que anda constantemente de ônibus, é sempre bom ter boas músicas. E também tem o meu TOC, que não consegue fazer uma playlist só chamada ‘Minhas Preferidas’ e colocar tudo ali, não dá!

Esse semana decidi me focar na playlist de Rock Nacional e ontem minha lista chegou na Cássia Eller e coloquei praticamente todo o Acústico MTV, um álbum que não ouvia há muito tempo e tinha esquecido como é bom.

Acho que grande maioria das pessoas que fazem ‘sucesso’ na internet hoje eram bebês ou talvez nem fetos quando esse álbum foi lançado. E, consequentemente, não viram Cássia Eller viva. Então, decidi escrever meu primeiro texto sobre música indicando esse acústico.

Cássia Eller, segundo a fonte segura Wikipedia, foi uma cantora carioca de rock que fez sucesso nos anos 90. Lançou 6 álbuns de estúdio, além de outros ao vivo e o Acústico, talvez o mais famoso da sua carreira. Ela faleceu em 29 de dezembro de 2001 aos 39 anos.

O Acústico de Cássia foi lançado alguns meses antes da sua morte e deu à cantora um status de fama que talvez ela não tivesse vivido antes. O cd fez muito sucesso, e não à toa, é bom demais.

Escutando ontem, ainda sabia cantar todas as músicas e fiquei animada com a ‘descoberta’ que tive depois de anos esquecendo esse álbum em algum canto do meu cérebro. Tive que falar para todas as pessoas (conhecidas, claro) que vi no dia para ouvir e exaltar para sempre esse álbum.

PS: Minha playlist de rock nacional está finalizada, por enquanto. Para quem interessar, segue o link.

Take Your Pills

Resolvi assistir um documentário ontem e parei em Take Your Pills, da Netflix. O filme documental, dirigido por Alisson Klayman, que fala sobre o aumento do uso de remédios estimulantes, como o Adderall, droga usada para tratamento contra déficit de atenção com hiperatividade, o TDAH. Entre os personagens do filme estão um ex-atleta, um programador, um artista e estudantes universitários. Alguns deles diagnosticados com TDAH.

Esse documentário me lembrou como já escutei, principalmente no trabalho, pessoas falando de forma banalizada do uso de Ritalina para conseguir focar atenção e resolver tudo que precisa no dia. Muito disso é reflexo da sociedade tóxica em que vivemos, que banaliza o vício. Não sei se chegaremos ao ser humano imune a coisas inacreditáveis ou viciados com estimativa de vida menor que 50 anos, depressivos, mas com o trabalho entregue e o salário maior que 20 mil golpes mensais.

A segunda coisa que lembrei foi da edição 106 do podcast Mamilos, em que falam sobre o consumo de remédios. Eu me recordo que fiquei chocada com os dados do consumo do Rivotril, que é até maior que alguns famosos como Neosaldina. E para piorar, descobri que o Rivotril, altamente viciante, custa em torno de 20 reais em qualquer farmácia!

Voltando ao documentário, o Adderall é vendido apenas com prescrição, mas obviamente é encontrado no mercado negro. O remédio faz parte da família das anfetaminas e é usado também como droga ‘recreativa’, assim como os derivados do opioide. A estatística de dependentes e morte por overdose dessas substâncias entre jovens nos Estados Unidos é um exemplo da falta de controle e despreparo também da saúde pública de tentar coibir o acesso a essas pílulas. (Deixo mais uma dica, o episódio sobre o vício em opioide da série Follow This do Buzzfeed, disponível na Netflix)

O que mais me pegou no documentário foram os personagens. Não achei nada diferente do comum na montagem do filme, nos depoimentos técnicos, mas gostei das pessoas que foram entrevistadas e ver como o uso constante do remédio afetou o cotidiano deles. Por esse motivo, já vale a pena assistir.

Eu escrevi esse texto tomando um café bem ruim. Tenha um bom dia.

Você chegou até aqui!

Esse blog é uma tentativa bem simplista de escrever constantemente. É uma explicação bem vazia mesmo. Deixa eu melhorar isso. Trabalho como jornalista há 7 anos, porém desde junho estou sem trampo e tentando escrever um livro, com uma história tosca que está na minha cabeça faz tempo. Estou empacada em um capítulo há mais de um mês, aí penso que não tenho emprego e tenho contas, e quanto tempo o dinheiro vai durar até precisar de um salário decente novamente e acabou criatividade. Enfim, divagações…

Resolvi que preciso que vou tentar fazer aqui é trazer tudo que consumo na vida da maneira mais simples possível. Não vou ficar horas pesquisando para fazer grandes análises, só vou escrever qualquer coisa que julgo interessante (ou não).

Pensei em algumas categorias, como filmes, séries, livros, podcast, música, comida, talvez viagens (quando tiver dinheiro de novo). Eu vou melhorando isso com o tempo.

E assim tiro a preguiça do meu corpo, treino minha escrita, rezo por criatividade e, quem sabe, influencio alguém. É isso, sejam bem vindos.

PS: Esse blog ainda está em construção, migrado do tumblr que é simplesmente impossível de configurar.

Taylor Swift e a importância de se posicionar

Provavelmente você sabe quem é Taylor Swift. A cantora de 29 anos, nascida no estado do Tennessee, sempre foi criticada por nunca se po...