Provavelmente você sabe quem é Taylor Swift. A cantora de 29 anos, nascida no estado do Tennessee, sempre foi criticada por nunca se posicionar quando o assunto é política. Durante a última eleição presidencial, em que as cantoras pops abraçaram a campanha de Hillary Clinton, Taylor postou apenas uma foto na fila de votação e não disse mais nada.
O silêncio durou até domingo, dia 7 de outubro. A cantora publicou um post para seus 112 milhões de seguidores incentivando principalmente o público jovem a se registrar para votar nas eleições que acontecem em novembro. Ela também abriu seu voto e registrou apoio aos candidatos democratas Phil Bredesen, para Senador, e Jim Cooper para a "House of Representatives".
No texto, Taylor cita que o motivo da escolha foi por conta de eventos que aconteceram na sua vida nos últimos dois anos. E, por mais que prefira votar por candidatas mulheres, não poderia apoiar a republicana Marsha Blackburn, que votou no Congresso contra projetos de pagamento igualitário para mulheres, contra um projeto que defende mulheres em caso de violência doméstica, 'stalking' e estupro, além de apoiar que comércios se recusem a atender casais gays e se declarou contra o direito do casamento de pessoas no mesmo sexo. É um texto longo e fica aqui o link para quem quiser ler.
A diretora de comunicações do site Vote.org, uma organização não-política, Kamari Guthrie, informou que 24 horas depois do post de Taylor, houve um aumento de 65 mil registros em todo os Estados Unidos. Para comparação, em todo mês de agosto foram 56,669 registros. "Thank God for Taylor Swift", disse a diretora.
Essa história me traz para nosso ambiente, Brasil. A discussão de posicionamento foi muito grande nessa eleição. Anitta foi o principal alvo, quando começou a seguir uma moça fã do candidato polêmico. Seus fãs, em sua maioria LGBTQ, pediram esclarecimentos. Ela foi aos stories dizer que estava sendo atacada, depois mudou o discurso dizendo que só quer o bem do País, depois acabou cedendo à pressão, disse Ele Não e passou a bola (inteligentemente) para Ivete Sangalo e Preta Gil, a última já respondeu com um vídeo de que não precisa de desafios, pois tem motivos pessoais para não votar no candidato.
Anitta precisava se posicionar? Precisar não precisava. Mas a moça segurou um discurso político desde que começou a promoção do projeto Check-Mate, falando de periferia e feminismo principalmente, se colocando como Frida Kahlo no telão do show no Rock In Rio Portugal e participou de eventos da comunidade LGBTQ, incluindo a Parada Gay paulistana.
Quando você abraça um discurso político para promoção pessoal, você tem o dever de se posicionar politicamente, ainda mais quando seu público se sente ameaçado pelo futuro que se concretizou.
Quanto mais artistas falarem abertamente sobre o que acreditam e incentivar principalmente os jovens a buscar informação sobre política e votar, mais ajudarão a criar jovens com senso crítico e dispostos a colaborar para o desenvolvimento do seu país. Que mais artistas façam como Taylor Swift, sem medo de perder fãs.
O silêncio durou até domingo, dia 7 de outubro. A cantora publicou um post para seus 112 milhões de seguidores incentivando principalmente o público jovem a se registrar para votar nas eleições que acontecem em novembro. Ela também abriu seu voto e registrou apoio aos candidatos democratas Phil Bredesen, para Senador, e Jim Cooper para a "House of Representatives".
No texto, Taylor cita que o motivo da escolha foi por conta de eventos que aconteceram na sua vida nos últimos dois anos. E, por mais que prefira votar por candidatas mulheres, não poderia apoiar a republicana Marsha Blackburn, que votou no Congresso contra projetos de pagamento igualitário para mulheres, contra um projeto que defende mulheres em caso de violência doméstica, 'stalking' e estupro, além de apoiar que comércios se recusem a atender casais gays e se declarou contra o direito do casamento de pessoas no mesmo sexo. É um texto longo e fica aqui o link para quem quiser ler.
A diretora de comunicações do site Vote.org, uma organização não-política, Kamari Guthrie, informou que 24 horas depois do post de Taylor, houve um aumento de 65 mil registros em todo os Estados Unidos. Para comparação, em todo mês de agosto foram 56,669 registros. "Thank God for Taylor Swift", disse a diretora.
Essa história me traz para nosso ambiente, Brasil. A discussão de posicionamento foi muito grande nessa eleição. Anitta foi o principal alvo, quando começou a seguir uma moça fã do candidato polêmico. Seus fãs, em sua maioria LGBTQ, pediram esclarecimentos. Ela foi aos stories dizer que estava sendo atacada, depois mudou o discurso dizendo que só quer o bem do País, depois acabou cedendo à pressão, disse Ele Não e passou a bola (inteligentemente) para Ivete Sangalo e Preta Gil, a última já respondeu com um vídeo de que não precisa de desafios, pois tem motivos pessoais para não votar no candidato.
Anitta precisava se posicionar? Precisar não precisava. Mas a moça segurou um discurso político desde que começou a promoção do projeto Check-Mate, falando de periferia e feminismo principalmente, se colocando como Frida Kahlo no telão do show no Rock In Rio Portugal e participou de eventos da comunidade LGBTQ, incluindo a Parada Gay paulistana.
Quando você abraça um discurso político para promoção pessoal, você tem o dever de se posicionar politicamente, ainda mais quando seu público se sente ameaçado pelo futuro que se concretizou.
Quanto mais artistas falarem abertamente sobre o que acreditam e incentivar principalmente os jovens a buscar informação sobre política e votar, mais ajudarão a criar jovens com senso crítico e dispostos a colaborar para o desenvolvimento do seu país. Que mais artistas façam como Taylor Swift, sem medo de perder fãs.



